A cara do Brasil está mudando. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou os resultados da última Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Penad) realizada, dando a notícia que esperávamos há muito tempo. As barreiras sociais diminuíram, o rendimento do assalariado aumentou, o desemprego é o mais baixo dos últimos doze anos e a desigualdade entre as regiões do país – que já foram verdadeiros abismos - persistem, mas já não são mais tão profundas como antes. O país, enfim, está menos desigual.
O Penad mostra que os esforços realizados por vários governos e, reconhecidamente redobrados no Governo Lula através dos investimentos nos programas sociais - finalmente começam a surtir efeito.
O brasileiro teve mais acesso a serviços básicos, como água, esgoto e a coleta de lixo. Tá comprando mais. O telefone está presente em mais de 80% das casas. O computador – artigo de luxo e para poucos até algum tempo atrás - também está mais popular. O estudo aponta a existência do equipamento em 30% das residências. E a internet já se faz presente em 13,7 milhões de casas, equivalente a 23,8%.
A iluminação elétrica cobre praticamente todas as residências do país (98,6 % ) e o sonho da casa própria parece, enfim, ter ficado mais acessível.
É verdade que ainda temos um longo caminho pela frente. O analfabetismo, como mostra a Penad, continua cravado na marca de 14,2 milhões de pessoas, equivalente a 10% da população. O trabalho infantil ainda assombra com estatísticas vexatórias e os ricos ainda continuam ricos e poucos, mas é um alento e tanto saber que o Brasil de hoje já é bem melhor do que o de ontem. Afinal, os números não mentem.
Palavra(s)-chave:
Memória
A internet ganhou um divisor de águas nas campanhas políticas. Antes e depois da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Obama mostrou que a internet é, sim, uma parceira estratégica e fundamental. Inclusive para quebrar a difícil barreira da arrecadação de recursos. E mais. Que daquela eleição em diante quem virou ou pretende virar as costas para a internet já saiu ou vai sair em uma grande desvantagem na corrida eleitoral. Quem ainda duvida que experimente, então, ficar de fora da internet na campanha de 2010.
Ben Self, americano, 32 anos, e um dos criadores da campanha online de Obama, referenda essa tese. Disse, em entrevista recente, que qualquer candidato que não absorver essa ferramenta está perdendo uma oportunidade-chave. E não é só isso. Self diz que não basta apenas marcar presença na rede mundial. É preciso ir além. É preciso motivar as pessoas. A internet, afinal, não é um local de persuasão, diz ele, mas de articulação.
A observação é precisa. E o Brasil vai sentir isso que o especialista diz já nas próximas eleições. A reforma eleitoral avança com a liberação da captação de recursos pela internet. Perto dos Estados Unidos, claro, ainda há uma enorme distância com a nossa realidade, mas é preciso entrar nesse universo gigantesco, cheio de nuances e tirar o melhor proveito dele. Demos o primeiro passo.
É claro que no processo eleitoral não há milagre. Por mais eficiente que seja uma ferramenta de campanha, os sites oficiais de cada um, o microbloggin twitter, o Orkut e tantas outras, o candidato é a figura central dada a histórica fragilidade dos partidos. É ele quem tem que estimular, envolver e convencer os eleitores de que, se eleito, vai cumprir o seu papel.
A ação política cabe em todas as mídias e a internet é fundamental, mas o melhor "produto" mesmo é a imagem, a ação, o trabalho, a biografia, o comportamento ético, a história, projetos, ações e compromisso do candidato com a sociedade. Tudo isso, nos dias de hoje, facilmente acessado rapidamente pelas teclas do computador. A internet é parceira do candidato sim, mas sobretudo do eleitor. Use-a ao seu favor e faça a melhor escolha.
Palavra(s)-chave:
Internet